Arthur Moreira Lima interpreta
Fréderic Chopin (ref. 0014) - CD

01. Balada Nº1 em sol menor
op. 23 (10:10)
02. Valsa Nº6 em ré bemol maior
op. 64 nº1 (1:59)
03. Valsa Nº7 em dó sustenido menor
op. 64 nº2 (4:05)
04. Noturno Nº13 em dó menor
op. 48 nº1 (6:32)
05. Fantasia, Improviso, em dó sustenido
menor, op. 66 (5:50)
06. Mazurca Nº13 em lá menor
op. 17 n°4 (4:37)
07. Mazurca Nº21 em dó sustenido menor
op. 30 n°4 (3:57)
08. Mazurca Nº51 em fá menor
op. 68 n°4 (2:00)
09. Mazurca Nº26 em dó sustenido menor
op. 41 n°1 (3:10)
10. Polonaise Nº6 em lá bemol maior
op. 53 (7:37)
Composições de Fréderic Chopin

Discos Marcus Pereira
(P) 1984 - Som Ind. Com. S/A
Layout: Antonio Maioral



Arthur Moreira Lima interpreta
Fréderic Chopin (ref. A 9348) - LP

Lado A
01. Balada Nº1 em sol menor, op. 23 (10:10)
02. Valsa Nº6 em ré bemol maior, op. 64 nº1 (1:59)
03. Valsa Nº7 em dó sustenido menor
op. 64 nº2 (4:05)
04. Noturno Nº13 em dó menor, op. 48 nº1 (6:32)

Lado B
05. Fantasia, Improviso, em dó sustenido
menor, op. 66 (5:50)
06. Mazurca Nº13 em lá menor, op. 17 n°4 (4:37)
07. Mazurca Nº21 em dó sustenido menor
op. 30 n°4 (3:57)
08. Mazurca Nº51 em fá menor, op. 68 n°4 (2:00)
09. Mazurca Nº26 em dó sustenido menor
op. 41 n°1 (3:10)
10. Polonaise Nº6 em lá bemol maior
op. 53 (7:37)

Ficha Técnica
Produção: Discos Marcus Pereira
Direção: Marcus Vinícius
Estúdio: "Sutton Sound" em Londres
Gravação em janeiro de 1976, no Bishopsgate Hall,
Produtores e Engenheiros de Som:
Mark Sutton e Anthony Mcmillon
Piano: Steinway & Sons
Corte: Jorge Emilio Isaac

"Chopin ocupa um lugar único na História da Música, apesar de se ter limitado a escrever para o piano. Recusou-se a compor sinfonias e óperas, que lhe poderiam ter trazido um sucesso ainda maior em sua época, não por falta de capacidade e, sim, por filosofia própria. Filosofia de um grande artista: entendeu muito cedo que a forma de se exprimir não era importante. O importante era ter alguma coisa a dizer, e o piano foi o que melhor lhe serviu para comunicar, com uma força incomum, suas idéias musicais. Essa comunicação com o ouvinte pode ser explicada por palavras do próprio Chopin: "Bach é como um astrônomo, que descobre as mais maravilhosas estrelas através dos números. Beethoven abraçou o Universo com o poder do seu espírito. Eu não vôo tão alto. Há muito tempo já decidi que a alma e o coração do Homem serão o meu universo".
A música de Chopin é de construção bastante complexa, mas não exige erudição do ouvinte. As melodias fluem com espontaneidade inigualável, como que improvisadas, apoiadas em harmonias mágicas, muitas delas ousadas para a época, tudo fruto de um conhecimento sólido e um minucioso trabalho artesanal, impulsionados pela força do Gênio. A complexidade da construção não atrapalha, mas ajuda a compreensão.
Chopin foi o pioneiro mundial do nacionalismo na música. Pesquisou consciente e profundamente o folclore de sua terra. Levou para os salões a música dos camponeses. Mostrou ao mundo a alma do povo que tanto amou. Com simplicidade, sinceridade e beleza. Através do gênio chopiniano essa música tornou-se universal, patrimônio de toda a Humanidade.
Embora vivendo a maior parte de sua vida fora da Polônia, Chopin jamais se desligou do seu país. Nenhum compositor encarna com tanta perfeição o espírito de uma nação como Chopin o da Polônia.
Apesar de tão polonês em sua arte, influenciou a música de tchecos, franceses, noruegueses, espanhóis, alemães, italianos, ingleses e... brasileiros. Chopin escreveu: "A Arte deve ser o espelho da alma nacional. Um país que procura a arte estrangeira - por ser ela supostamente melhor - não verá jamais sua própria alma".
Algumas frases de C. Norwid, ao escrever o necrológio de Chopin, podem ajudar a compreender a música de Chopin. São frases poéticas, emocionadas, escritas para o grande amigo que acabara de morrer:
"Originário de Varsóvia, polonês de coração e cidadão do mundo per seu talento, Frédéric François Chopin deixou este mundo. Resolvia os mais difíceis problemas da Arte com facilidade surpreendente, porque sabia colher as flores dos campos e delas fazer estrelas, meteoros, para não dizer cometas, iluminando toda a Europa: é o que o artista pode conseguir de mais elevado, e Chopin o conseguiu. Passou a maior parte de sua vida fora de seu país, lutando por seu país. É a meta mais nobre que um emigrado pode atingir, e Chopin a atingiu"."

Arthur Moreira Lima

"O lançamento deste álbum duplo reunindo interpretações de Arthur Moreira Lima de composições de Chopin é uma exceção em relação à orientação que demos a nosso selo, comprometido exclusivamente com autores e intérpretes brasileiros, já que os estrangeiros não estão absolutamente desamparados. Mas esta exceção tem uma razão de ser. Quando lançamos o primeiro álbum de Arthur Moreira Lima interpretando Ernesto Nazareth, não poderíamos nem de longe imaginar o sucesso de público e de crítica que este lançamento viria a ter. Este sucesso foi sem dúvida um dos acontecimentos mais importantes do ponto de vista cultural e mercadológico na conturbada história de nossa música.
Arthur Moreira Lima tem uma história artística e profissional que não cabe nos estreitos limites deste comentário. Mas ele é um artista que se apresenta regularmente nos principais centros musicais do mundo e seu conceito, junto à crítica e junto ao público, não é uma honra pessoal é uma honra que ele divide com o Brasil. Em 1965, conquistou o prêmio "Chopin", em Varsóvia, que o projetou no cenário artístico internacional. Do "Sztandar Mldych" de 8-3-65, publicado em Varsóvia, extraímos um pequeno trecho: "Poderíamos escrever um artigo inteiro sobre Arthur Moreira Lima, ou então uma só palavra: fenômeno". Arthur Moreira Lima gravou inúmeros discos no Exterior e nenhum deles foi lançado no Brasil. Eu não conheço ninguém mais brasileiro que Arthur Moreira Lima, voluntariamente exilado na Europa, por imposição de sua carreira. Seria uma ortodoxia imprópria privar o público brasileiro destes discos nos quais Arthur Moreira Lima registra interpretações que o fizeram conhecido e famoso no mundo inteiro. Porque, afinal de contas, se Chopin não nasceu no Brasil - o que é sabido e lamentado - Arthur Moreira Lima tirou destes ares, destas terras e desta gente os elementos que deram ao seu talento a particularidade que o distingue na cena artística do mundo."

Marcus Pereira


No momento em que, dentro de um mundo globalizado, tentamos fortalecer nossa identidade, imprescindível para...

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Nesta sessão você pode ouvir trechos de músicas e de entrevistas onde o pianista fala um pouco sobre a sua vida e seus projetos.